KM Brasil 2008
Em sua sétima versão, é considerado o maior evento de Gestão do Conhecimento da América Latina, tanto em termos de participação quanto de representatividade. Alia em um mesmo ambiente as áreas privada, acadêmica e Governamental, contando ainda com expressiva participação do Terceiro Setor.
Esse ano, o tema principal do congresso é O CONHECIMENTO COMO RECURSO ESTRATÉGICO AGREGANDO VALOR À ORGANIZAÇÃO - A proposta é discutir e trocar experiências sobre como formular estratégias de criação, disseminação e aplicação do conhecimento nos processos organizacionais de modo a transformar o conhecimento (tácito) das pessoas em ativos (recursos estratégicos) que agreguem valor à organização como um todo, visando sua sustentabilidade.
http://www.kmbrasil2008.com.br/
O que caracteriza um trabalhador do conhecimento?
O que caracteriza e diferencia um trabalhador do conhecimento é o ato de pensar – e de agir incorporado na sua atividade diária. A revolução da terceira onda deixou de fora pessoas que executam trabalhos de rotina e cada vez mais cresce o número de profissionais que trabalham no reino da informação e das idéias.
A atividade a ser desenvolvida pelo trabalhador do conhecimento consiste em converter informação em conhecimento, utilizando suas próprias competências, contando com o auxílio de fornecedores de informações ou de conhecimento especializado.
Este trabalhador é sobretudo alguém que incorporou ao seu modelo mental e às suas atividades uma postura mais pró-ativa, ciente da complexidade do mundo em que vive, sabe que ninguém mais detém, sozinho, o conhecimento necessário para que as coisas aconteçam.
O programa Miniempresa
Este ano sou um voluntário (adviser) do programa Miniempresa.
O programa é organizado pela Junior Achievement, que é a maior e mais antiga organização de educação prática em economia e negócios, registrando o mais rápido crescimento em todo o mundo. Criada nos Estados Unidos, em 1919, por Horace Moses e Theodore Vail, presidentes da Strathmore Paper Company e da AT&T, respectivamente, é uma fundação educativa sem fins lucrativos, mantida pela iniciativa privada.
Este programa proporciona a estudantes do 2º ano do Ensino Médio, a experiência prática em economia e negócios, na organização e operação de uma empresa. É desenvolvido em 15 semanas, em jornadas semanais, com duração de 3h30min, realizadas nas escolas, geralmente à noite. Os estudantes aprendem conceitos de livre iniciativa, mercado, comercialização e produção. O Programa é acompanhado por quatro profissionais voluntários das áreas de Marketing, Finanças, Recursos Humanos e Produção. Durante o Miniempresa, são explicados os fundamentos da economia de mercado e da atividade empresarial através do método Aprender-Fazendo, onde cada participante se converte em um miniempresário.
Objetivos de aprendizado:
- Trabalhar conceito de empresa e suas origens, enfatizando os tipos de empresa. Mostrar que, a partir de uma necessidade, se produz bens que geram satisfação.
- Mostrar como funcionam as quatro principais áreas de uma empresa: Marketing, Finanças, Recursos Humanos e Produção.
- Controlar a presença nas jornadas, fluxo de caixa, compra de matéria-prima, controle de estoque, vendas e produção.
- Proporcionar troca de informações e conhecimento da empresa como um todo.
- Fabricar um produto, consciente das normas de segurança, controle de metas de produção e qualidade, dos riscos e sucesso de um negócio.
- Mostrar os compromissos legais da empresa, referentes aos encargos e impostos, não sendo pagos ao governo, mas doados a uma instituição beneficente.
- Envolver o participante em atividades como Rodada de Palestras com empresários e feiras.
Transformar dado em conhecimento!
O caminho percorrido para transformar um dado em conhecimento é longo. Para um entendimento simples, os dados são uma seqüência de símbolos. Pode ser expresso em números, letras, palavras, desenhos, porém são desprovidos de significados. A informação é um dado provido de significado, já nos diz algo e tem contexto, já se agregou valor ao dado, enquanto o primeiro é puramente simbólico o segundo tem significado. Dados e informações podem ser armazenados, manipulados e processados pelos computadores. Com o conhecimento isto não ocorre. O conhecimento é algo pessoal, vivenciado por alguém. Não pode ser armazenado nem processado por computadores. Só pelas pessoas. Ainda há a competência, que é conhecimento em ação, é inteligência, proficiência, sabedoria, reaplicação do conhecimento. Cabe ressaltar que o conhecimento pode ser um diferencial competitivo, mas se ele não for utilizado com competência, perde seu valor.
Comunidades de Prática (CoP)
Dentre as técnicas aplicadas pela Gestão do Conhecimento, tem-se as "Comunidades de Prática" (CoP) que consiste na formação de grupos de discussão, sendo os envolvidos voluntários. Este é um dos caminhos para que o conhecimento seja difundido e organizado, proporcionando a multiplicação desse conhecimento dentro da organização. O papel da Gestão de Pessoas ou do Gestor do Conhecimento é proporcionar condições para que esses grupos se consolidem e tragam resultados positivos para a organização, no que diz respeito principalmente à criatividade e inovação.
O simples fato das CoP existirem, não faz com que o conhecimento seja organizado de forma a ser aproveitado pela organização. Dependerá da capacidade da organização de gerenciar esse conhecimento, transformando-o em algo tangível para o mercado, como novos produtos, novos serviços.
A Gestão do Conhecimento é uma ciência em constante evolução
A G.C. é uma ciência em constante evolução, e que cada vez mais migra do ambiente acadêmico para o mundo dos negócios. Além de ser uma área interdisciplinar, com o envolvimento de ciências cognitivas, da educação, da informação, da administração, tecnologias de gestão, tecnologias de informação e de comunicação ela também permeia a aprendizagem organizacional, a gestão de mudanças, melhores práticas, modelagem de processos, gerenciamento de riscos, benchmarking, gestão de times e gestão por competências, enfim, fica evidente que a Gestão do Conhecimento deve fazer parte de uma "Gestão Estratégica".
6) CONCLUSÃO - Sustentabilidade
O problema não é novo, das inúmeras vezes que o tema “extração de areia no rio Itajaí-Açu” já foi abordado, pode-se citar a audiência pública na Câmara Municipal em setembro de 2003, que voltou a ocorrer numa quarta-feira, 06 de julho de 2005, na mesma Câmara Municipal de Blumenau. Nesta última sessão, o autor do requerimento, vereador Ângelo Roncáglio (PPS), chegou a sugerir a cassação do alvará de uma das empresas cujo proprietário se fazia presente. Denúncias de desrespeito à lei também pontuaram a sessão. Neste encontro ficou decidido que seria formada uma comissão de trabalho para discutir o assunto e chegar a um consenso sobre “uma melhor solução”.
Olhando-se para o aspecto de espaço socioambiental, verifica-se que a bacia do rio Itajaí-açu como um todo sofre diversos ataques. Poluição de rejeitos químicos das indústrias, rejeitos sólidos e líquidos do esgotamento sem tratamento do vale do Itajaí, e como se não bastasse o assoreamento dos leitos dos rios por empresas que são autorizadas legalmente a exercer a atividade de extração de areia.
Fica evidente que há sim a troca econômico-ecológica desigual, pois os custos ecológicos não se manifestam em nenhum dos preços dos produtos: areia, esgoto ou água tratada; gerando dessa forma uma desvantagem ecológica para os municípios que dependem do rio. Os únicos que “ganham” com esse tipo de atividade são os proprietários das empresas extratoras.
O assunto é preocupante, a sociedade deve entender claramente a diferença entre preço do produto e custo ambiental para que se possa fazer pressão contra essas empresas extratoras, e, em se havendo proibição temporária de extração, tenha a consciência de pagar um preço maior por uma areia que venha de outra região. O grande problema novamente é que a areia é a base para a construção civil, neste caso o aspecto financeiro sobrepõe os interesses da natureza.
Conclui-se dessa forma, que há poucas ações visando à sustentabilidade da bacia hidrográfica do rio Itajaí-açu, ou seja, não há preocupação dos governantes e pouca ou quase nenhuma pressão é efetuada pela sociedade visando minimizar a atividade predatória das empresas extratoras de areia.
1) ESPAÇO SOCIOAMBIENTAL E TROCA DESIGUAL - Sustentabilidade
2) ECONOMIA ECOLÓGICA - Sustentabilidade
3) TROCA ECONÔMICO-ECOLÓGICA DESIGUAL - Sustentabilidade
4) ESPAÇO SOCIOAMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE - Sustentabilidade
5) PREÇO DE MERCADO E TROCA SOCIOECONÔMICA-ECOLÓGICA DESIGUAL - Sustentabilidade
MONTIBELLER F, G . Espaço Socioambiental e Troca Desigual. InterTHESIS –Revista Internacional Interdisciplinar Intertheses, PPGICHUFSC (disponível em http://www.interthesis.cfh.ufsc.br/interthesis2/index_port.html), 2004.
5) PREÇO DE MERCADO E TROCA SOCIOECONÔMICA-ECOLÓGICA DESIGUAL - Sustentabilidade
Combinando, portanto, os dois enfoques, aquele que enfatiza os diferenciais de produtividade e de salários, com o que trata da problemática ambiental - não absorção do desgaste ambiental e do valor econômico dos bens e serviços da natureza pelo sistema de preços - tem-se a troca econômica desigual no sentido social e ambiental, isto é a troca desigual plena. São esses dois elementos combinados, ou esta troca eco-ecodesigual, que explicam o baixo preço relativo dos artigos produzidos pelas economias pobres - e, em grande parte, a pobreza destas. (MONTIBELLER, 2004, p.12)
Conclui-se que a troca desigual total se dá pelo empobrecimento monetário de um lado, com a venda dos produtos e serviços a baixo preço e com conseqüente desgaste e exaustão ambiental.
4) ESPAÇO SOCIOAMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE - Sustentabilidade
Entende-se que a sustentabilidade não deva ser vista isoladamente, mas num contexto de espaço socioambiental, isto porque a sustentabilidade de uma área geográfica por si própria não depende unicamente dela, ou seja, outras áreas geográficas podem interferir em sua sustentabilidade.
De acordo com Montibeller (2004, p.9) o conceito de espaço ambiental é “[...] a área geográfica onde uma economia se abastece de recursos do meio ambiente e onde deposita seus rejeitos [...]” Entende-se dessa forma que um espaço socioambiental é uma área geográfica que pode extrapolar as fronteiras clássicas de divisas ou políticas, e ainda que um espaço ambiental possa ser influenciado por inúmeros agentes.
Desta forma, segundo Montibeller (2004) a sustentabilidade ecológica de um produtor qualquer deve ser vista de forma holística com todo o seu espaço socioambiental e não apenas o seu local de produção.
3) TROCA ECONÔMICO-ECOLÓGICA DESIGUAL - Sustentabilidade
Montibeller (2004) sugere em seu artigo o conceito de troca desigual total como sendo a junção do conceito de troca socioeconômica desigual com o conceito de troca econômico-ecológica desigual. Para melhor entendimento, a troca socioeconômica desigual é um mecanismo pelo qual um dos entes envolvidos na troca sai em desvantagem, ocorrendo o empobrecimento de um em detrimento ao enriquecimento de outro. Já a troca econômico-ecológica desigual visa o entendimento de que geralmente os custos ecológicos não se manifestam nos preços dos produtos, gerando dessa forma uma desvantagem ecológica com o ente que desgastou o recurso ou ainda ficou com os resíduos poluidores.
Para minimizar essa troca econômico-ecológica desigual, vários ambientalistas sugerem que a pressão pública se faça presente para que os preços passem a incorporar cada vez mais os custos ecológicos. Fica evidente que essa alteração não ocorrerá de forma instantânea ou natural, mas se dará de forma lenta e progressiva, haja vista que essa é uma realidade que começa e emergir na nossa sociedade do conhecimento.