Viva os habladores

Por Eugenio Mussak











Toda empresa precisa de contadores de histórias para preservar sua cultura


El hablador é o título de um livro do peruano Mario Vargas Llosa. A tradução direta é "O falador", mas faz mais sentido a versão "O narrador". Conta a história da tribo indígena amazônica Machiguenga, que não conhece a escrita, portanto perpetua sua cultura pela tradição oral. Essa é uma característica de muitos povos primitivos, mas os machiguengas inovaram ao criar um cargo oficial para que sua tradição não corresse o risco de se perder. Um homem com status de pajé -- el hablador -- tem como atribuição conversar o tempo todo com os membros da tribo: conta histórias, lendas, costumes. Dessa forma, a cultura se mantém viva na mente e no coração de todos, especialmente entre os mais jovens. Dentre estes surge, naturalmente, o futuro hablador, tornando-se uma espécie de trainee, se você preferir. Mas o que esta história exótica tem a ver com o mundo corporativo e a atividade dos líderes? Muito, se você considerar que hoje conhecimento é vantagem competitiva e que a maior parte dele em qualquer empresa não é explícito, é tácito, está escondido, não está exposto; um tipo de saber que não aparece nos manuais nem na intranet, mas que está vivo na cabeça das pessoas, especialmente na dos mais experientes.

E tal conhecimento tácito (do latim tacitus, oculto) só pode ser disseminado pelas relações humanas. E essas relações, convenhamos, podem ser melhores ou piores dependendo de uma coisa chamada "cultura da empresa", que tem o poder de estimular ou de coibir as interações entre as pessoas. Nessa questão três fatores saltam aos olhos: a valorização do trabalho em equipe, a preocupação permanente com o clima organizacional e a adoção de um layout mais aberto nos escritórios. Eles são fundamentais para que as pessoas hablen mais, troquem informações, colaborem com idéias, transfiram sua experiência pessoal ao mesmo tempo que se dedicam às suas tarefas diárias.

A cultura empresarial é artificial, construída intencionalmente a partir dos objetivos e da estratégia adotados. A cultura da empresa está profundamente ligada à cabeça de seu principal pensador, a pessoa que a fundou ou que a dirige. A cultura sofre mutações, e é bom que seja assim, pois os tempos mudam, e quem não muda junto tende a desaparecer. Como estamos vivendo a mais pura era do conhecimento, é estratégico permitir que ele se dissemine, se transforme e aumente. Por isso a narrativa interna é tão importante. Vivas aos habladores, às pessoas que comunicam suas idéias, disseminam informações, solicitam ajuda e, acima de tudo, contribuem para a construção do ótimo clima organizacional. E também aos líderes que estimulam esse comportamento, mantendo a equipe motivada e em constante processo de desenvolvimento. Essa é a moderna gestão de pessoas. E olha que os machiguengas já sabiam disso há séculos.

Fonte:http://www.sapiensapiens.com.br/index.asp?id=4&em=3&emsub=7&art=137


Texto publicado sob licença da revista Você SA, Editora Abril.
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Curso de Balanced Scorecard - Nova turma

e-Learning Brasil

O e-Learning mostra-se, seja como metodologia, seja como ferramenta, um forte aliado à Gestão do Conhecimento.
A 8ª edição do congresso do e–Learning Brasil é considerado pela mídia nacional e internacional como o maior e mais importante evento de e-Learning da América Latina.

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KM BRASIL 2007 - Terra

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Dr. José Cláudio Cyrineu Terra é referência em G.C. no Brasil. E palestrou sobre inovação. Assunto inclusive tratado em seu novo livro.
Sobre os pontos abordados em sua palestras destaco:
-De A a Z da inovação.
-100% das grandes organizações estão preocupadas com G.C.
-Citou vários pontos de como gerar mais idéias (assunto do livro).
-Citou que em sua empresa não há estrutura organizacional formal, ou seja, não há organograma nem hierarquia. Disse que o espaço é o colaborador quem conquista. Se determinado colaborador visualizar uma oportunidade qualquer, este tem liberdade total para tomar decisões e assumir os riscos.
-Falou ainda sobre os 4P do empreendedorismo:
*Presistência;
*Persuasão;
*Política;
*Poder.

KM BRASIL 2007 - 3M

A palestra de Laureano Silva da 3M foi muito boa.
Ele apresentou a filosofia de gestão desta, que é reconhecidamente uma das empresas mais inovadoras do mundo.
Segundo ele:
Transformar dinheiro em conhecimento = P&D;
Transformar conhecimento em dinheiro = Inovação.

Alguns números apresentados:
•30% das receitas de vendas provenientes de produtos lançados nos últimos 4 anos;
•Lançamento no mercado de 500 novas soluções por ano;
•Pesquisadores têm direito a utilizar 15% do horário de trabalho para desenvolver pesquisas de interesse pessoal;
•Regra dos 15%: encoraja o pessoal técnico a gastar 15% de seu tempo com projetos próprios;
•Regra dos 25%: todas as divisões têm como meta ter 25% de suas receitas advindas de produtos com menos de 5 anos de idade;
•Premiações: são várias as premiações monetárias e não monetárias para funcionários que contribuíram com ações e idéias inovadoras. "Golden Step", "Genesis Grants", "Carlton Society" e "Technology Sharing Awards" são alguns dos vários nomes simbólicos destas premiações.
•Incentivos ao "entrepreneurship" através da possibilidade dos funcionários se tornarem sócios de negócios que eles começam;
•Fóruns técnicos e de novos produtos, etc.

HSM - Gestão do Conhecimento

Achei esse tópico no fórum da SBGC, e irei postar aqui no blog.

21 de novembro de 2007
Pesquisa aponta o que executivos pensam sobre a aprendizagem corporativa
Maioria busca o conhecimento prático, útil e aplicável, que possibilite melhoria do desempenho profissional e gere economia de tempo...

25 de outubro de 2007
ExpoManagement apresenta programação de palestras gratuitas
Conhecimento. Uma rica programação de palestras gratuitas. Assim é a ExpoManagement, o maior encontro mundial de executivos, que acontece entre os dias 5 e 7 de novembro em São Paulo, no Transamérica ExpoCenter.

04 de setembro de 2007
Desenvolvimento econômico e gestão do conhecimento
O objetivo deste paper é demonstrar a relação entre o desenvolvimento econômico, competitividade e a gestão do conhecimento. Para tanto utilizaremos dados de organismos internacionais sobre desenvolvimento econômico e competitividade entre economias e, em particular, uma comparação entre Brasil e Coréia do Sul, associando investimentos governamentais em educação e desenvolvimento econômico.

05 de junho de 2007
A importância e o impacto da taxonomia nas empresas
Não por acaso, este artigo defende que um poder transformador é criado quando a curiosidade e o conhecimento se unem ao contexto e encontram uma boa taxonomia (vitrine de informações) para explorar, gerando condições excelentes para a criação de novos saberes.

17 de abril de 2007
A sabedoria da maioria
O legado matemático do Marquês de Condorcet, de 1785, permite entender quando e por que convém consultar os membros de um grupo em vez de recorrer a especialistas externos.

27 de março de 2007
Jogando no time certo
Nesta fábula, Abraham Shapiro, consultor em desenvolvimento de liderança, treinamento de equipes de vendas e relacionamento com o cliente, fala sobre a importância de compartilhar conhecimento em prol dos negócios...

06 de fevereiro de 2007
Gestão do conhecimento: muito além da máxima conhecimento é poder
Todos já ouvimos a máxima: conhecimento é poder. Pois bem, nada mais obsoleto para as organizações do século 21, nas quais o conhecimento e, principalmente, seu compartilhamento são fatores-chave para proporcionar vantagens competitivas às empresas. Surge então a gestão do conhecimento como o meio para estruturar e canalizar as ações na obtenção dessas vantagens competitivas.

18 de maio de 2005
Vislumbrando uma “fórmula” para a gestão do conhecimento
Neste artigo, Saulo Figueiredo nos revela que as pessoas envolvidas em gestão do conhecimento perdem muito tempo discutindo as diferenças entre dado, informação e conhecimento, julgando funcionários e cobrando o emprego correto dos termos.

14 de junho de 2002
Educação corporativa como vantagem competitiva
Professora e coordenadora de projetos de universidades corporativas da Universidade de São Paulo, Marisa Eboli, chama a atenção dos executivos para a importância da educação corporativa.

12 de junho de 2002
A vedete do ano 2000
Numa entrevista exclusiva à Intermanagers, Jeanne Meister, presidente da Corporate University Xchange, fala da importância das Universidades Corporativas nas empresas e de como elas podem gerar lucros

Clique aqui para acessar.

KM BRASIL 2007 - Inteligência Competitiva Setorial

O termo "Inteligência Competitiva Empresarial" é ralativamente novo. É uma prática gerencial que visa garantir vantagem competitiva no ambiente competitivo (oceano vermelho) através na monitoração contínua dos vários acontecimentos, coletando assim, informações relevantes para o direcionamento estratégico de um setor específico.

Acesse aqui uma palestra disponível na rede.

Acesse aqui a reportagem "Inteligência Competitiva é foco de projeto desenvolvido entre incubadoras de empresas".

KM Brasil 2007 - Soumodip Sarkar

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No dia 30/11 ocorreu a segunda palestra internacional. O palestrante foi Soumodip Sarkar.

O palestrante, assim como o Dave Snowden, também era uma "figura". Começou falando com sotaque "lusitano" que havia tomado umas caipirinhas na noite anterior.
Utilizou o jogo de cintura para encaixar seu discurso de professor com o tema do KM (sustentabilidade). Apresentou vários conceitos de inovação e empreendedorismo ligando-os à G.C. e sustentabilidade.
De sua palestra destaco os inimigos da inovação:
7-O sucesso pode ser um inimigo da inovação;
6-O medo de arriscar (só se descobre petróleo se fizeres o furo);
5-Tecnologia é diferente de inovação (clientes não compram inovação e sim soluções para seus problemas);
4-Alterações incrementais... mercados marginais (faça grandes alterações em grandes coisas);
3-Liderança de cima;
2-Conversa (índice de inovação, pegunte-se sobre as TOP);
1-Quem sabe fazer faz, quem não sabe vira... "professor como eu"!

KM Brasil 2007 - MBC

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Uma grata surpresa no KM foi a presença do MBC.
O Movimento Brasil Competitivo (MBC) foi criado em novembro de 2001 e é reconhecido como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), voltada ao estímulo e ao fomento do desenvolvimento da sociedade brasileira. Esta nova instituição congrega as funções do Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP) e do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade (PBQP). O Movimento tem como objetivo principal viabilizar projetos que visam o aumento da competitividade das organizações e da qualidade de vida da população.

“O objetivo do MBC é promover um aumento radical da competitividade das organizações privadas e públicas brasileiras, de maneira sustentável, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população”, ressalta o presidente fundador do MBC, Jorge Gerdau Johannpeter.

Movimento Brasil Competitivo tem como objetivo alavancar a competitividade e melhorar a qualidade de vida do pais.

Após auditoria promovida nos dias 11 e 12 de novembro de 2004, o MBC recebeu a certificação ISO 9001/2000. A obtenção do certificado é uma das ações que visam atender a política da qualidade do MBC, de promover a competitividade, através de um sistema de gestão da qualidade que melhore, continuamente, buscando a satisfação das partes interessadas.

Fonte:http://www.mbc.org.br/mbc/portal/index.php?option=com_mbc_oque&Itemid=36

KM Brasil 2007 - 29/11

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Das apresentações científicas do dia 29/11 destaco:
O case da ONS que certificou todos seus processos como parte fundamental na sua caminhada para consolidar a Gestão do Conhecimento. Os processos foram certificados pela ABNT. Criou-se também uma equipe denominada TKN "The Know Network", para efetuar o acompanhamento desse processo.
Outro case foi da CPTM mostrando como a andragogia contribui para a Gestão do Conhecimento (G.C.) e como a G.C. contribui para o crescimento sustentável da organização.
A Embrapa trouxe à reflexão quais estratégias seriam necessárias para facilitar o compartilhamento de conhecimento em uma organização de P&D, ou seja, o que influencia um pesquisador a compartilhar o seu conhecimento? Uma das soluções apresentadas está pautada sobre "reconhecimento". O extra-organizacional (Lattes) o organizacional (remuneração) o da unidade (característica das unidades) e do indivíduo (psico).
O Instituto Curitiba de Informática apresentou como uma ferramenta de TIC pode ser aplicada para suporte na tomada de decisão dos gestores públicos. Citou o exemplo dos dados coletados no CRM municipal e que foram "minerados" num BI.