Gestão do Conhecimento e Marketing de relacionamento

Sabe-se que as pessoas atualmente têm menos disposição para ver/ouvir anúncios e comerciais convencionais. Nesse sentido deve-se levar em conta que o relacionamento entre organizações intensivas em conhecimento e o novo consumidor deverá se dar de uma nova maneira... um novo MKT, o MKT de relacionamento!
Torna-se necessária a preparação das organizações para "falarem a mesma língua", estarem preparadas para todos os tipos de situações e possuírem excelência no atendimento é fundamental para praticar um relacionamento de nível elevado, atendendo aos requisitos de: confiança mútua e respeito, motivação do funcionário e comprometimento e manter vantagens mútuas, o negócio tem que ser bom para todos os envolvidos.
Para isso, várias organizações vêm adotando o CRM como "ferramenta" para garantir esse relacionamento. Mas equivocadamente, tanto as que vendem quanto as que compram focam-se em tecnologia, e se esquecem que o conhecimento está nas pessoas, e que CRM não é tecnologia nem projeto, é filosofia, é algo que deve ser incorporado à cultura da organização, pois seu objetivo principal é o aprendizado contínuo e a criação do conhecimento a respeito dos clientes.
Por isso creio que o mkt tradicional surtirá cada vez menos efeito num mercado consumidor em que sua zona de tolerância reduz-se significativamente.
O mkt de hoje é orientado ao relacionamento, e existem vários casos de sucesso nesse sentido, como o da Avon, onde uma "consultora" consegue prestar um serviço personalizado e estabelecer relação (marketing de relacionamento).
O novo mkt pautado sobre a gestão do conhecimento é que fará a diferença nas decisões do compra do mercado consumidor, pois consegue fazer a análise das informações dos clientes e do mercado para identificar oportunidades e antever fatos (inteligência competitiva); consegue fazer um melhor planejamento de mercado, definindo ofertas específicas para os clientes, definindo canais de distribuição apropriados; dá base para se ter um excelente CRM, e possibilita aos clientes o ato de "experimentar" seus produtos e serviços; e fechando o círculo virtuoso da espiral do conhecimento, consegue aprender de forma contínua sobre seus clientes e sobre o mercado em que atua.
Concluo desta forma que as empresas devem conquistar a confiança do mercado, pois clientes que confiam em um fornecedor, podem estar dispostos a pagar mais, e a gestão do conhecimento e a inteligência competitiva são os caminho para que isto ocorra.

Gestão do Conhecimento e Marketing

No antigo modelo de marketing, os principais instrumentos de suporte à tomada de decisão eram "dados", que raramente, ou com muito esforço transformavam-se em informações. Eram utilizadas pesquisas de mercado, muito mais quantitativas do que qualitativas.

Neste novo ciclo do marketing, totalmente imerso pela era do conhecimento, não basta apenas ter dados, deve-se ter dados on-line; não basta ter acesso a informação, hoje oferecida aos terabytes, deve-se ter acesso à informação certa na hora certa; e deve-se fazer da combinação de informações certas, um conhecimento proficiente.

Hoje o consumidor é outro, ele cresceu com essa desconstrução do marketing, ele entende de marketing, não quer ser enganado pela propaganda. Desta forma o marketing sofreu uma adaptação gradativa de suas ferramentas para lidar este público e teve que reaprender a fazer uma comunicação mercadológica que fale a língua que o consumidor quer ouvir.

Desta forma os executivos de marketing que perceberam essa transformação, utilizam a gestão do conhecimento como base à consecução dos objetivos estratégicos do marketing atual, que é transformar ativos intangíveis em capital, ou seja, transformar conhecimento e cultura em marcas e mercadorias.

Visão (Acão) de Futuro

Nestor Eckert

Uma história inspirada em Loren Eiscley conta que um homem sábio fazia um passeio pela praia, ao alvorecer. Ao longe, avistou um jovem rapaz que parecia dançar ao longo das ondas. Ao aproximar-se, percebeu que o jovem apanhava estrela do mar da areia e as atiravas suavemente de volta à água. Chegando perto, o homem sábio perguntou ao jovem:

- “O que você está fazendo?”
- “O sol está subindo e a maré está baixando. Se eu não devolver as estralas ao mar, elas morrerão”.
- “Mas, meu caro jovem, há quilômetros e quilômetros de areia cobertos de estrelas do mar. Você não vai conseguir fazer qualquer diferença”.
O jovem curvou-se, apanhou mais uma estrela e atirou-a carinhosamente ao oceano, além da arrebentação das ondas. E retrucou:
- “Fiz a diferença para essa aí”.

Cada ação humana tem um valor, e em cada um de nós existe a potencialidade de agir para mudar a realidade, se for o caso. Para tanto, porém, é fundamental o espírito com que se pratica a ação.

Qual é o espírito que anima o rapaz a devolver cada estrela do mar ao seu ambiente, para que possa sobreviver? Ele parece animado pelo espírito de dar valor a cada estrela do mar, individualmente, valorizando cada estrela por ser estrela do mar. Sua ação visa dar condições de vida. E isso faz a diferença para cada estrela, por menor que seja.

Aplicando essas reflexões a nossas empresas, surge-nos a pergunta: nossa ação faz diferença para as pessoas com quem trabalhamos? Nossa ação facilita e favorece melhores condições de vida e trabalho para as pessoas? Nós vemos as pessoas como o rapaz da história via as estrelas do mar, em praia de sol alto e com maré baixando?

O aspecto fundamental do “salvador de estrela do mar” é sua visão de futuro. Se cada estrela que está à sua frente não for devolvida ao mar, ela morrerá. Mas sua visão vem acompanhada de ação: ele não vê apenas que a estrela pode morrer, ele age para que ela não morra.

Visão sem ação é apenas um passatempo, algo que em nada resulta: não há objetivo estabelecido, não há o que alcançar. Visão com ação, por outro lado, pode mudar o mundo. E a ação que decorre da visão do futuro é a que faz a diferença. Pode gerar vida. Pode dar condições de viver a quem estava fadado a morrer. Com visão e ação, qualquer um de nós pode moldar o futuro.

O mar passou a viver dentro, depois que cada estrela lhe foi devolvida. Da mesma forma, todas as pessoas e cada pessoa, valorizada naquilo e por aquilo que ela é, concentrada em metas a atingir, alcança resultados excepcionais.

Hoje em dia, parece que somos mais atingidos pela sensação de impotência do sábio, do que pela visão de futuro e otimismo do rapaz das estrelas do mar. Parece que temos medo de, com a nossa ação, fazermos a diferença.

Num dia de sol alto e maré baixa, uma praia cheia de estrelas do mar mortas é um espetáculo nada animador. E, às vezes, é assim que percebemos nossas empresas: praia marcada pela morte, com sol alto e maré baixa. Por isso, em nossas empresas é necessário dar significado e direção ao presente. É preciso afastar a sensação de impotência em momentos difíceis. Afastar a sensação do homem sábio diante de “quilômetros e quilômetros de areia cobertos de estrelas do mar...”

Não perca o fio da meada... agora leia esse post!

Perpétua Mudança

Antes de ler esse post, leia este aqui.

Sempre ouvimos dizer que "é necessário nos adaptarmos às mudanças", "não devemos ter medo do novo" ou, ainda, "o ser humano é por natureza resistente às mudanças", entre outras tantas frases que buscam gerar uma certa atenção de que, para sobreviver, temos que acompanhar as transformações.
Essa força perpétua chamada “mudança”, sempre ocorreu. E essa força, como na analogia utilizada da maré, hora em alta, hora em baixa, porém sempre oscilando, nunca estática, que nos move, que nos faz evoluir. E acredito ainda que cada vez mais as mudanças e a velocidade com que elas ocorrem, só tendem a ficar mais e mais devoradoras.
Esta força nos cerca por todos os lados, na sociedade, na tecnologia, nas organizações, enfim, é algo global. Basta percebermos as inovações tecnológicas, cada vez mais rápidas, em todos os sentidos ou as formas que essas se apresentam, especificamente os produtos e os serviços que nos cercam: vendas via Internet (e-commerce), carros, computadores, tênis e seus solados inovadores etc.
Tenho a convicção que uma organização que tenha um “sábio” para dirigi-la, não conseguirá fugir desta velocidade, caso não quebre seus paradigmas, que não enxergue de forma diferente, de forma holística.
Sim, o que as organizações precisam hoje em seus líderes é criatividade e total flexibilidade para mudanças, pois só assim conseguirão “avistar” ou tentar “antecipar-se” às mudanças de forma pró-ativa.
Tenho certeza que, se no processo de formação de novo líderes, já lhes forem mostrados tais valores, teremos “grandes líderes”, assim como o menino que salva as estrelas-do-mar, pois é nos valores das pessoas que formam uma organização, que está a chave do sucesso dela.

Sustentabilidade

Plagiando a frase famosa da Globo... poderia dizer que: Sustentabilidade e G.C. tudo a ver!
Olha que essa frase poderia ter sido aproveitada no KM 2007! Tanto é verdade que o evento teve como título: Crescimento Econômico Sustentável: O Papel da Gestão do Conhecimento, discutindo as práticas relacionadas à informação e ao conhecimento nas organizações (clique aqui).
Mas o que eu quero mesmo é divulgar a ótima iniciativa do Banco Real de "criar" uma comunidade de prática sobre o tema "Sustentabilidade".
Além de oferecer um vasto material didático, o banco ainda disponibiliza vídeos, cases e fórum para discussões.

Vale a pena conferir!

Acesse aqui!

Unindo a máquina ao homem

É o que promete a Interface Digital Tattoo.

Este é um dispositivo Bluetooth feito de silício e silicone, e que inserido entre a pele e o músculo fica invisível. Quando o dispositivo é acionado, emite luz na pele, tornando visível ou um teclado de celular ou um display com dados sobre a saúde como o grau de álcool no sangue.




Ele é movido a pizza! Isso mesmo, a glicose e o oxigênio do sangue são convertidos em eletricidade.






Veja mais detalhes aqui.

PRÁTICAS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO

Muito se fala que TIC não é Gestão do Conhecimento. Partindo dessa premissa, fui pesquisar quais são as principais "práticas" de G.C. utilizadas pelas organizações em geral. Abaixo as que identifiquei. Nos próximos post pretendo falar sobre cada uma delas.

Mapeamento e Modelagem de Processos
Normalização e Padronização
Mapeamento de Conhecimentos
Gestão de Competências
Gestão de Marcas e Patentes
Gestão Integrada por Sistemas de Informação (ERP)
Gestão do Relacionamento com os Clientes (CRM)
Gestão Estratégica (BSC)
Bussines Intelligence
Benchmarking
Inteligência Competitiva
Coaching
Mentoring
Aprendizagem Organizacional
Comunicação Institucional
Comunidades de Prática
Educação Corporativa/Universidade Corporativa
Lições Aprendidas
Melhores Práticas
Memória Organizacional
Portais Corporativos

Manual de Gestão do Conhecimento - Ferramentas e técnicas que criam valor para a Empresa


Esta obra, que está em sua segunda edição nos Estados Unidos e é novidade por aqui, tem o objetivo de ser um guia prático para as empresas e profissionais que não só se interessam pelo tema, como o consideram imprescindível.


Segundo os autores, consultores norte-americanos da PriceWaterhouseCoopers, muitos dos recursos de valor mais importantes para as organizações, ou seja, as pessoas e os conhecimentos que elas têm nas cabeças - jamais podem ser propriedade da organização. “De fato, um dos maiores desafios do profissional de gestão do conhecimento (GC) é encontrar maneiras de derivar valor de um recurso que, além de não poder ser propriedade, com freqüência, é efêmero”, ressaltam Burowitz e Williams.

Na opinião de Olga Colpo, consultora da PriceWaterhouseCoopers no Brasil, a gestão do conhecimento está caminhando para ser a prioridade máxima das organizações. Isto acontece em função da urgência e da necessidade premente de diferenciação por meio do conhecimento, sendo essa a fonte clara de competitividade duradoura. “As empresas que investem realmente em ações e processos estratégicos capazes de torná-las cada vez mais competitivas e líderes já se conscientizaram que têm que gerar o fluxo de conhecimento para produzir valor proveniente de seu capital intelectual”, afirma a consultora.

O Manual de Gestão do Conhecimento tem o objetivo de habilitar executivos e gerentes a avaliar as capacidades e as deficiências da sua organização. O livro traz um conjunto de ferramentas para a estruturação de processos de gestão do conhecimento, a partir de um diagnóstico inicial da situação. Além disso, os autores oferecem conceitos que embasam a implantação de projetos desta natureza.

Com estruturas similares, os capítulos fornecem não só a compreensão clara dos conceitos-chave, como a elaboração de programas de ação específicos para cada fase da estruturação dos processos. O livro reúne uma série de cases baseados em entrevistas com mais de 50 organizações.

Sobre os autores
Wendi Burowitz participa do grupo de Gestão do Ativo Intelectual (GAI) da PricewaterhouseCoopers, no qual utiliza sua experiência em gestão do conhecimento para promover o desenvolvimento da prática de criar e extrair valor do capital intelectual. Junto aos clientes, tem aberto novos caminhos com projetos que trabalham fontes inexploradas, mas capazes de se transformarem em ativo intelectual. Na PricewaterhouseCoopers, Wendi também está envolvida com a implantação de um processo inovador de GAI que possa influir diretamente no crescimento da receita.

Ruth Williams também é membro do GAI, tendo o foco de suas atividades voltado para o desenvolvimento de práticas e ferramentas para implantar o processo em clientes da organização. Williams dirigiu estudos sobre comunidades on-line e novas lideranças, bem como projetos envolvendo empresas do porte de Motorola, Shell Oil, Ford Motor Company e Sun Microsystems.

Fonte:http://carreiras.empregos.com.br/comunidades/rh/livros/171002-manual_gestao_conhecimento.shtm

Criatividade versus Inovação

A economia mundial não é mais predominantemente industrial, hoje temos um mundo de mudanças rápidas e constantes, que exigem flexibilidade, rapidez, foco no/do cliente, inovação e uso intensivo do conhecimento. Se antes o mundo era determinístico e depois probabilístico, agora é estocástico.
Se por um lado a Gestão do Conhecimento é um conjunto de práticas, continuas e sistêmicas, no que tange à gestão de pessoas, gestão de processos e gestão da T.I.C (tecnologia da informação e comunicação), visando à consecução de objetivos organizacionais, a inovação por outro é produto da Gestão do Conhecimento e é diretamente responsável pelo sucesso e pela continuidade das organizações na Economia do Conhecimento.

Esse vídeo de Waldez Ludwig é ótimo para entendermos esse novo contexto:
http://www.youtube.com/watch?v=gDJkbsfT55w

Criatividade e Gestão do Conhecimento

Olhando a criatividade sobre o prisma de “motor de uma empresa competitiva”, esta comparação entre criatividade e G.C. desperta vários “insight´s”, e realmente nos faz repensar vários aspectos.
O primeiro deles é que criatividade não é mágica, não acontece ao acaso e o destino não escolhe as pessoas que serão “as” mais criativas do mundo. Todas as pessoas têm criatividade; algumas mais, outras menos, mas todas querem constantemente ser mais criativas – a criatividade pode e deve ser aperfeiçoada!
Outro aspecto interessante são as barreiras; sabemos que precisamos ser mais competitivos, que a concorrência pode ser mais criativa, e que isto é uma questão de sobrevivência. Mas muitas vezes não conseguimos ultrapassar os muros formados pelos vales mentais.
Então entra outra questão em cena: como ser mais criativo? Acredito que a primeira tarefa é entender por que não olhamos o mundo de forma criativa; entender nossos paradigmas e bloqueios. Outra tarefa seria desenvolver a criatividade existente, e para isto, acredito que devamos entendê-la melhor.
Outro aspecto que fica claro para mim, é que a criatividade e o conhecimento se relacionam de forma simbiótica, ou seja, a criatividade se encontra no meio do processo de formação do conhecimento, e quanto maior o conhecimento, maior será o potencial de uma criatividade mais desenvolvida.